a luta continua: Dilma Presidente

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“Se acaso acontecer uma mulher na Presidência, é sapiência, é sapiência …”

In Uncategorized on 30/10/2010 at 15:09
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Partido Alto

In Uncategorized on 30/10/2010 at 10:29

Votei na Marina, agora apoio Dilma

In Uncategorized on 29/10/2010 at 21:46

Por Mauro de Almeida

I

Votei na Marina no primeiro turno, porque ela prometia ser a continuidade das boas políticas do governo Lula, e porque pensava que a campanha dela traria bons assuntos para o debate público. Agora sou a favor de Dilma no segundo turno porque que confio nela para continuar essas boas politicas: a redução da desigualdade, a inclusão das minorias e o incentivo ao multiculturalismo. Durante o governo Lula cresceram as conquistas dos seringueiros, dos quilombolas, dos faxinalenses, dos caiçaras. Também cresceu a disputa ferrenha dos grandes negócios pelas terras públicas que esses grupos ocupam, que são florestas, faxinais, chapadas e praias em todas as regioes do país.

Também acompanho o progresso na luta dos sem-terra durante o governo Lula. Somados, esses movimentos significam uma nova forma de reforma agrária em curso no país. E a Confederação Nacional da Agricultura sabe disso: representando os interesses dos grandes negócios rurais, ela financia a campanha de Serra e deposita esperanças na vitória dele para reverter essas politicas. As politicas multiculturais do governo Lula estão tendo efeitos nos currículos do ensino publico, na diversificação do acesso à universidade, e em muitas outras ações que aumentaram a auto-estima do povo brasileiro em suas várias facetas étnicas e culturais. Também aqui vejo os inimigos irados do multiculturalismo se engajarem na campanha contra Lula e Dilma, pondo suas fichas em Serra.

Durante muitos anos cansei de ouvir falar em “bolsa-esmola”, em “bolsa-preguiça” e outros mantras criados para amesquinhar um programa de redução da pobreza e de investimento no povo que é é exemplo no resto do mundo e devia ser motivo de orgulho para os brasileiros. O argumento economicista das eleiçoes de 2006 era que esse dinheiro devia servir para empresários “criarem empregos” (“produzir para empregar” é o lema da oposição aqui no Acre), em vez de virar poder de compra na mão de mães-de-familia. Como dar crédito à súbita mudança dos adversários da “bolsa-esmola” que passam a apoiá-la às vésperas da eleição de 2010? Em vista de tudo isso, não há outra opção, o voto é no Lula e na Dilma.

II

Vejo essas coisas no dia a dia e nas viagens que recomecei a fazer por cantos pouco conhecidos do Brasil. Um exemplo é o município de Marechal Thaumaturgo, onde estou agora. Fica na fronteira com o Peru, e era até pouco tempo classificado como um dos mais baixos indices de desenvolvimento humano do pais. Não que esse índice diga tudo, porque ele não pega a fartura alimentar: peixe nas piracemas do verão, duas safras anuais em terras fertilíssimas. A dificuldade era a saúde, a educação, a venda dos produtos, e a falta de contato com o mundo. Hoje em dia, os índios Ashaninka, os Kaxinawá e os seringueiros vivem em Terras Indígenas e Reservas Extrativistas, e espalharam-se por toda parte as escolas, o atendimento de saúde, casas boas, e luz elétrica.

Com o dinheiro das bolsas-família, das aposentadorias rurais e dos salários dos professores, agentes médicos e funcionários, cresceu o mercado para os produtos agrícolas: tudo o que se planta vende. Antigos seringueiros hoje mandam os filhos e filhas para a escola, e ao mesmo tempo ganham dinheiro produzindo frutas, hortaliças, tabaco, farinha. Mas também aqui há coisas novas: seu Ezequiel mostra um pé de macaxeira e diz: “Nesse pé vou ganhar cem reais, porque vou fazer com a raiz cem quibes de macaxeira”. Os quibes de macaxeira são vendidos em um quiosque em Marechal Thaumaturgo, junto com picolés e sucos também feitos com produção de Ezequiel. O detalhe interessante é que Ezequiel trabalha em terra pública, não faz queima da floresta para plantar. A luta dos seringueiros a vinte anos atrás lembra a luta dos faxinalenses hoje em dia. Os faxinais são bosques onde crescem bosques nativos em que se misturam erva mate, araucárias e muitas árvores frutíferas, e sao criadouros comunais para porcos, carneiros e cavalos por camponeses que conservam suas lavouras fora dessas belas paisagens que sobreviveram à invasao de pastos e soja.

Levantamentos recentes mostraram que há mais de duzentos faxinais no Paraná, que hoje em dia passaram da resistência silenciosa a uma luta politica para defender os bosques e o sistema tradicional de uso coletivo que é a barreira contra sua destruiçao. O clima era de apreensão com o rumo das eleições, porque ali não havia dúvida nenhuma: as políticas do governo do Lula, ao lado das politicas do governo estadual, foram essenciais para a defesa dos faxinais.

3 fernandos

In Uncategorized on 28/10/2010 at 0:22

Por Israel Vaisencher

Querido Antonio, seguem umas linhas mal traçadas.

A coisa dos 3 fernandos dá tristeza lembrar. Servi algumas vezes no comitê assessor do CNPq (por vezes tendo o privilégio de sua companhia) e participei de avaliações de projetos junto a CAPES ao longo de quase 3 décadas. Por anos a fio, o crescimento do número de bolsas de formação era vegetativo, por vezes negativo. Lembro sem saudades quando um certo (perdão, de fato errado!) ministro ou secretário de um dos 3 fernandos chegou a vaticinar –sem pudor– que “se precisarmos de ciência&tecnologia, a gente vai lá fora e compra”!

Foram 3 fernandos de penúrias, em que tantos brasileiros desistiram e foram para o exterior, em que uma geração de médicos, engenheiros, cientistas deixou de ser formada, consequências duramente sentidas com a recente retomada do crescimento da economia. Foi marco para mim inesquecível uma reunião no CNPq, presidida já pelo
Erney (2004-2007), em que percebemos a luz no fim do tunel (e NÃO era um trem na contramao:-).
Desde então,  temos sido testemunhas do aumento vigoroso do numero de bolsas de pós-graduação, dos editais de financiamento a projetos em C&T que saem efetivamente do papel para entrarem de vez (esperemos!) em nossos institutos e universidades. Desnecessário lembrar que  as carências do Brasil continuam imensas.

Ao trabalho companheiro, para garantir continuidade, aperfeiçoamento e a gratificante sensação de participar na construção de um país melhor!

Semear ódio não ajuda

In Uncategorized on 28/10/2010 at 0:05

Por Ladislau Dowbor

Há momentos de posições declaradas. E há limites para tudo. Segundo o video de Arnaldo Jabor, está sendo preparada uma ditadura, e os culpados seremos nós, se votarmos na Dilma. Isto com dramático acompanhamento musical, o Jabor parecendo aqueles antigos personagens do Tradição, Família e Propriedade dos anos 1960 anunciando a apocalipse política.

Caso mais sério, segundo a CBN, o futuro governo Dilma seria dirigido pelo José Dirceu, isto dito em tom pausado de reportagem séria. Nos e-mails religiosos aprendo que o futuro governo vai matar criancinhas. Quanto à Veja, não preciso ser informado, pois já a capa mostra um monstruoso polvo que vai nos engolir. E naturalmente, temos o aborto, último reduto da direita, instrumento político de profunda covardia, para quem sabe o que é a indústria do aborto clandestino. Aborto aliás já utilizado na campanha do Collor contra o Lula, anos atrás.

Argumentos patéticos desta mídia podem ser rejeitados como fruto de uma fase histérica de quem quer recuperar o poder a qualquer custo. Mas há uma dimensão que assusta. Muitos dos textos e vídeos exalam e estimulam um ódio doentio. E são produzidos e reproduzidos aos milhões, coisa que as tecnologias modernas permitem. Os grandes grupos da mídia, e em particular as quatro grandes familias que os controlam, não só aderiram de maneira irresponsável à fogueira ideológica, como jogam com gosto lenha e gasolina, ainda que sabendo que se trata de comportamentos vergonhosos em termos éticos, e perigosos em termos sociais. O poder a qualquer custo, vale a pena?

Semear e estimular o ódio é perigoso. Porque com o atual domínio de tecnologias de comunicação, o ódio pode ser espalhado aos grandes ventos, e os órgãos que controlam  a mídia não se privam. Espalhar o ódio pode ser mais fácil do que controlá-lo. O tom da grande mídia se assemelha de forma impressionante aos discursos às vésperas da ditadura. Que aliás foi instalada em nome da proteção da democracia. Fernando Henrique Cardoso, que não teve grandes realizações a apresentar, entregou o governo dizendo que tinha consolidado a democracia. Herança importante. Vale a pena colocá-la em risco?

O governo Lula tem méritos indiscutíveis. Abriu espaço não só para os pobres, mas para todos. À dimensão política da democracia acrescentou a dimensão econômica e social. Tornou evidente para o país que a massa de pobres deste país desigual, é pobre não por falta de iniciativa, mas por falta de oportunidade. E que ao melhorar o seu nível, pelo aumento do salário mínimo, pelo maior acesso à universidade, pelo maior financiamento da agricultura familiar, pelo suporte aos municípios mais pobres, e até por iniciativas tão elementares como o Bolsa Família ou o Luz para Todos, mostrou que esta gente passa a consumir, a estudar, a produzir mais. E com isto gera mercado não só no andar de baixo, mas para todos.

Esta imprensa que tantas manchetes publicou sobre o “aerolula”, hoje sabe que a diversificação do nosso comércio internacional, a redução da dependência relativamente aos Estados Unidos, e a prudente acumulação de reservas internacionais, que passaram de ridículos 30 bilhões em 2002 para 260 bilhões atualmente, nos protegeram da crise financeira internacional. Adquirimos uma soberania de verdade.

E no plano ambiental, só em termos da Amazônia o desmatamento foi reduzido de 28 para 7 mil quilómetros quadrados ao ano. Continua a ser uma tragédia, mas foi um imenso avanço. Realização onde o trabalho de Marina Silva foi importante, sem dúvida, como foi o de Carlos Minc. Mas foi trabalho deste governo, que nomeou na área ambiental realizadores e não ministros decorativos. E a sustentabilidade ambiental não é apenas verde. Os investimentos do PAC nas ferrovias e nos estaleiros são vitais para mudar a nossa matriz de transporte, hoje dependente de caminhões. A construção de casas dignas é política ambiental, que não pode ser dissociada do social. Os investimentos em saneamento do programa Territórios da Cidadania, em cerca de 2 mil municípios, articulam igualmente soluções ambientais e sociais, como o faz o programa Luz para Todos. Tentar dissociar o meio ambiente e o progresso social é um feito real que a direita conseguiu, divide pessoas que batalhavam juntas por um futuro mais decente. Mas é ruim para todos.

O bom senso indica claramente o caminho da continuidade, equilíbrando as dimensões econômica, social e ambiental. Absorver a dimensão crescente dos desafios ambientais, e expandir as dinâmicas do governo atual articulando os três eixos. Mas discutir isto envolveria uma campanha política em torno de argumentos e programas, onde a direita só tem a oferecer o argumento de que seria mais “competente”. O importante, é saber a serviço de quem seria esta competência.

A continuidade das políticas é vital para o Brasil. O que tem a direita a oferecer? Mais privatizações? Mais concentração de renda? Mais pedágios de diversos tipos? Leiloar o Pre-Sal? A última iniciativa do Serra foi tentar privatizar a Nossa Caixa, felizmente salva pelo governo federal. Como teria sido o Brasil frente à crise sem os bancos públicos? Os jornalistas sabem, mas quando falam, como Maria Rita Kehl, e escrevem o que sabem, são sumariamente demitidos. Que recado isto manda para o jornalismo?

A opção adotada foi bagunçar os argumentos políticos, buscar a desestabilização, assustar as pessoas, semear ódio. Qualquer coisa que tire da eleição a dimensão da racionalidade, da opção cidadã. Porque pela racionalidade, o próprio povo já sabe onde estão os seus interesses, e os resultados são evidentes. O caminho adotado é baixar o nível, sair da cabeça, ir para as tripas. Não o próprio candidato, porque este precisa parecer digno. Mas os esperançosos herdeiros de poder em torno dele, ou a própria família. O ódio que esta gente espalha está aí, palpável. E funciona. A maior vítima desta campanha eleitoral ainda pode ser o resto de credibilidade deste tipo de mídia, e os restos de ilusão sobre este tipo de política.

Eu voto na Dilma com a consciência tranquila. Fiz inúmeras avaliações de governos, profissionalmente, no quadro das Nações Unidas. E fiz a avaliação de políticas sociais do governo de FHC, a pedido de Ruth Cardoso, nas reuniões que tínhamos com pessoas de peso como Gilberto Gil e Zilda Arns. Sem remuneração, e com isenção, como o faço hoje. Eram políticas que nunca se tornaram políticas de governo, porque a base política não permitia que ultrapassassem a dimensão da boa vontade real da primeira dama. A base política do candidato Serra, desde a bancada ruralista até os negociantes das privatizações, é a mesma. E se assumir o vice, como tantas vezes já aconteceu, não será apenas um atraso generalizado para o país, será uma vergonha mundial.

Eleições, ensino, ciência e a máquina de moer pessoas.

In Uncategorized on 27/10/2010 at 23:51

A acão do governo Lula em favor  do ensino e da pesquisa científica pode ser bem exemplificada por duas empreitadas inovadoras. A primeira é  a criação do Instituto Internacional de Neurociência de Natal.  Miguel Nicolelis, idealizador e diretor do Instituto, em um texto publicado no blog Viomundo, fala de seus sentimentos em relacão ao atual processo eleitoral.  A segunda empreitada é a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática da Escola Pública (OBMEP) . A matemática Suely Druck, criadora da OBMEP, nos enviou um segundo texto falando dessa importante ação do governo Lula em favor do ensino da Matemática nas nossas escolas públicas.

Para ter acesso aos textos, clique nos links abaixo:

Para quem não leu, recolocamos o link para o primeiro texto da Suely Druck:

Theotonio dos Santos: Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso

In Uncategorized on 27/10/2010 at 21:49

Cada vez que eu converso com um amigo peessedebista com quem ainda é possível conversar, ouço a afirmação de que tudo de bom que o governo Lula fez no campo econômico é pura continuação da politíca econômica do governo FHC. E ainda se queixam da ingratidão do Lula que sempre fala da “herança maldita” do governo anterior . Uma senhora conhecida minha, pequeníssima proprietária rural, excelente criatura e vítima fácil de vigaristas engravatados com ar de doutor,  me disse mesmo que o Fernando Henrique Cardoso deixou “tudo escritinho para o Lula saber o que tinha que fazer”. Para entender o que há de verdadeiro nessas afirmações peessedebistas amistosas, nada melhor do ler  a carta aberta que Theotonio dos Santos enviou a Fernando Henrique Cardoso, publicada no site Carta Maior.

Theotonio dos Santos é um respeitado intectual brasileiro que ao longo de sua vida vem unindo o pensamento crítico à prática militante. Ele é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimento sustentável e  Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Veja a íntegra da carta no link abaixo:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17113

Lula, a Economia e os catadores de papel

In Uncategorized on 26/10/2010 at 14:39

Utilidade pública

In Uncategorized on 25/10/2010 at 21:42

Contra as notícias falsas da imprensa golpista, consulte os seguintes sites:

Oscar Niemeyer e Dona Canô votam em Dilma

In Uncategorized on 25/10/2010 at 20:03

Veja os vídeos de depoimento em https://brasilfuturopresente.wordpress.com/porque-votamos-na-dilma/